Fonte: G1

A reportagem da TV TEM flagrou a venda irregular de gás de cozinha em três mercados de Itapetininga (SP). Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), os estabelecimentos não são legalizados e descumprem as regras da Agência, o que coloca a vida de comerciantes e moradores em risco.

Em um deles, a reportagem constatou que os botijões de gás estavam nos corredores, perto das geladeiras.

Já em outro, a atendente confirma para a reportagem que o gás é vendido na loja e pode ser retirado no local tranquilamente.

Em um outro mercado, a mulher do caixa pergunta para um dos funcionários se ainda há botijão disponível.

Para a TV TEM, a ANP informou que os três comércios não estavam autorizados para atividade de revenda do GLP, que é o gás de cozinha.

Segundo a ANP, venda clandestina é crime e os responsáveis são punidos administrativamente, podendo ficar presos por até cinco anos, sem direito à fiança.

Riscos
Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de Gás (Abragás), até o fim de 2017 cerca de 200 mil revendedores de gás operavam ilegalmente no Brasil.

O número é três vezes maior que os autorizados pela ANP, entidade que estabelece as normas de segurança pra armazenamento dos botijões.

O tenente do Corpo de Bombeiros, Alexandre Pires de Proença, explica quais são as normas de segurança. Segundo ele, o botijão de gás deve estar longe de fontes de calor.

“Tem que ser em um ambiente externo com local ventilado, longe de fontes de ignição, aberturas para o interior da edificação, longe de fontes de calor. Tem que estar distante e ter uma delimitação entre os muros”, diz.

Ainda conforme o tenente, quando as regras não são cumpridas, há risco de ocorrer explosões.

“Temos o risco de vazamento, principalmente se estiver no interior do estabelecimento. Em um local fechado e confinado, se encontrar alguma fonte de ignição a explosão é abrupta e com certeza provoca danos materiais e ferimentos”, afirma.

Para evitar acidentes, os bombeiros fiscalizam os locais por meio de denúncias, ou quando o comerciante renova o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).